
Santo do dia • 23 de setembro
São Pio de Pietrelcina
Presbítero capuchinho (Padre Pio) • 1887–1968
Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina e entrou aos dezesseis anos entre os capuchinhos, recebendo o nome de frei Pio. Ordenado em 1910, viveu desde 1916 em San Giovanni Rotondo. Celebrou a Missa com profundo recolhimento, passou incontáveis horas no confessionário e acolheu enfermos e pessoas em busca de direção espiritual. Os estigmas e outros fenômenos extraordinários atraíram multidões e investigações; o centro de sua vida, porém, permaneceu a oração, a obediência e a caridade concretizada na Casa Sollievo della Sofferenza.
01
O caminho de santificação
Durante mais de cinquenta anos, acolheu pessoas no confessionário e na direção espiritual. Não oferecia uma religiosidade cômoda: pedia sinceridade, arrependimento e vida sacramental. A paciência de ouvir, corrigir e absolver explica melhor sua fecundidade pastoral que os relatos extraordinários.
As restrições impostas ao seu ministério e as investigações sobre os fenômenos físicos foram uma prova duradoura. Pio permaneceu na ordem e submeteu-se aos superiores mesmo quando sofria. Obediência não significou ausência de dor, mas recusa de romper a comunhão para defender a própria reputação.
Em 1956, inaugurou a Casa Sollievo della Sofferenza, hospital nascido de doações e concebido como lugar em que ciência, cuidado e dignidade servissem ao enfermo. A obra impede que sua espiritualidade seja reduzida aos estigmas: a contemplação da Paixão tornou-se assistência organizada aos que padeciam.
02
Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- 25 maio 1887
Nascimento
Nasce em Pietrelcina.
- 1910–1918
Ordenação e estigmas
Ordenado; em 1918 manifesta os estigmas.
- 1922–1933
Restrições
Períodos de limitação do ministério público sob obediência.
- 23 set. 1968
Morte
Morre em San Giovanni Rotondo.
- 16 jun. 2002
Canonização
Canonizado por São João Paulo II.
03
As duas curas reconhecidas na causa
A Igreja não usou fenômenos extraordinários da biografia nem a própria canonização como prova. Foram examinadas duas curas determinadas, uma antes da beatificação e outra depois dela.
Consiglia De Martino
A mulher de Salerno apresentou cura de uma ruptura traumática do ducto torácico no pescoço, ocorrida em 1995 e atribuída à intercessão de Padre Pio. O inquérito diocesano decorreu entre 1996 e 1997. A Consulta Médica examinou o caso em 30 de abril de 1998; vieram depois os teólogos, os cardeais e bispos, e o decreto sobre o milagre foi promulgado em 21 de dezembro de 1998. A cura abriu o caminho para a beatificação de 1999.
Matteo Pio Colella
O menino de San Giovanni Rotondo, então com sete anos, recuperou-se em 2000 de uma meningite aguda gravíssima. O processo diocesano ocorreu de 11 de junho a 17 de outubro de 2000. A documentação passou pela avaliação médica, pelos consultores teólogos e pela sessão de cardeais e bispos; o decreto sobre o milagre foi promulgado em 20 de dezembro de 2001, antes da canonização de 2002.
04
Etapas da causa
18 de dezembro de 1997
Venerável
Promulgação do decreto que reconheceu o exercício heroico das virtudes teologais, cardeais e anexas.
2 de maio de 1999
Beato
Beatificação após o reconhecimento da cura de Consiglia De Martino.
16 de junho de 2002
Santo
Canonização após o reconhecimento da cura de Matteo Pio Colella.
23 de setembro
Memória
Memória.
05
Os estigmas e o discernimento da Igreja
Fenômeno biográfico, não milagre da causa
Os estigmas foram objeto de exames, controvérsias e prudência eclesial. Não substituíram as provas exigidas para a beatificação e a canonização. O reconhecimento de sua santidade repousa nas virtudes heroicas; as duas curas foram examinadas separadamente como sinais atribuídos à sua intercessão.
06