
Festa: 15 de setembro
Nossa Senhora das Dores
Memória da Compassio Mariae • Mistério mariano • memória do Calendário Geral
No dia seguinte à Exaltação da Cruz, a Igreja contempla Nossa Senhora ao pé da cruz e nas sete dores da tradição. A memória une a dor da Mãe à Paixão do Filho, sem separar a compaixão do mistério pascal.
01
O caminho de santificação
Nossa Senhora não foge da dor do Filho. O Evangelho a mostra de pé junto à cruz; a fé reconhece nela a discípula fiel que participa do sofrimento redentor.
Para o cristão, a memória das dores ensina solidariedade concreta com quem sofre e confiança de que a dor oferecida em Cristo não é absurda.
02
Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- Século I
Nossa Senhora ao pé da cruz
O Evangelho segundo João apresenta Nossa Senhora junto à cruz de Jesus (Jo 19,25-27).
- Idade Média
Devoção às Sete Dores
A piedade ocidental desenvolve a meditação das sete dores; os Servitas promovem o culto.
- Século XIX
Fixação litúrgica
A memória de Nossa Senhora das Dores consolida-se no calendário romano no dia 15 de setembro.
- Calendário atual
Memória universal
O Calendário Romano Geral celebra a memória no dia seguinte à Exaltação da Cruz.
- Brasil
Piedade popular
A invocação das Dores permanece viva em paróquias e santuários brasileiros.
03
História litúrgica
Século I
Testemunho evangélico
Nossa Senhora permanece junto à cruz. Referência institucional: São João.
Século XIII em diante
Devoção servita
A ordem difunde a memória das dores de Nossa Senhora. Referência institucional: Ordem dos Servitas.
15 de setembro
Memória litúrgica
Memória de Nossa Senhora das Dores no Calendário Romano Geral. Referência institucional: Igreja universal.
04
Compaixão e intercessão
A memória mariana não depende de milagre processual específico; apoia-se na Escritura e na liturgia.
Jo 19,25-27
O dado canônico é a presença de Nossa Senhora no Calvário e a entrega do discípulo amado.
Tradição das Sete Dores
A lista das sete dores é esquema devocional antigo, útil à oração, não narrativa histórica fechada.
Distingue-se o núcleo evangélico da elaborada iconografia posterior das sete espadas.
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