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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 30 de setembro

São Simão de Crépy

Conde, monge e eremita • c. 1048–1082

Simão herdou os condados de Crépy, Valois, Amiens e Vexin numa região disputada pelos reis da França e da Inglaterra. Depois de anos de guerra pela herança paterna, renunciou ao poder, aos bens e ao matrimônio projetado. Entrou na vida monástica, retirou-se para a solidão dos montes do Jura e foi chamado mais de uma vez a reconciliar príncipes. Morreu em Roma e foi sepultado na basílica de São Pedro.

01

O caminho de santificação

A conversão de Simão não consistiu em abandonar responsabilidades por enfado. Ele conhecia o peso das armas, das alianças e das terras; justamente por isso, a renúncia significou interromper uma vida governada pela disputa e escolher a pobreza evangélica.

No mosteiro de Condat, hoje Saint-Claude, julgou que ainda lhe faltava austeridade. Retirou-se então com alguns companheiros para a região da nascente do Doubs. O eremitério deu origem a uma pequena comunidade e contribuiu para o povoamento de Mouthe.

Sua experiência política não foi desprezada depois da conversão. Gregório VII e outros contemporâneos recorreram a ele como mediador. O antigo conde passou a empregar a autoridade não para ampliar domínios, mas para promover a reconciliação.

02

Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. c. 1048

    Nascimento e formação

    Nasce no ambiente da nobreza de Crépy e é educado na corte normanda.

  2. 1074–1077

    Conde em tempo de conflito

    Herda extensos territórios e enfrenta a disputa entre o rei Filipe I da França e Guilherme da Normandia.

  3. c. 1077

    Renúncia

    Abandona os títulos e o matrimônio projetado, distribui seus bens e abraça a vida monástica.

  4. Depois de 1077

    Eremitério no Jura

    Deixa Condat e estabelece com companheiros uma vida pobre e laboriosa perto da nascente do Doubs.

  5. 1081–1082

    Peregrinação e morte

    Depois de peregrinar à Terra Santa, segue para Roma. Ali morre, assistido pelo papa Gregório VII, e é sepultado na basílica de São Pedro.

03

O que a Igreja recorda em 30 de setembro

Século XI

Renúncia

O Martirológio o apresenta como o conde que deixou pátria, matrimônio e bens para escolher a vida monástica e eremítica.

Século XI

Mediação de paz

A memória litúrgica sublinha que foi solicitado como legado de paz para conciliar príncipes. A santidade apareceu no uso pacificador de dons antes empregados no conflito.

30 de setembro

Culto antigo

A comemoração preserva uma fama de santidade recebida ao longo dos séculos, sem fingir a existência de decretos ou milagres processuais modernos.

04

Um santo anterior aos processos modernos

Simão pertence à Igreja do século XI. Não houve para ele uma causa nos moldes médicos e jurídicos hoje usados; sua memória nasceu do testemunho conservado pelas comunidades e do culto local.

Memória em Mouthe

A região do antigo eremitério guardou sua lembrança, suas relíquias e o vínculo entre conversão pessoal, vida comunitária e trabalho.

Sepultura em São Pedro

A tradição transmitida pelo Martirológio Romano recorda que morreu em Roma e foi sepultado na basílica de São Pedro.

05

Fontes consultadas

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