
Festa: 24 de setembro
Beata Columba Gabriel
Beneditina e fundadora dedicada às trabalhadoras • 1858–1926
Joanna Matylda Gabriel nasceu em Stanisławów em 3 de maio de 1858, de família abastada e nobre, e foi professora antes de entrar entre as beneditinas de Lviv. Professou solenemente em 20 de agosto de 1882, tomou o nome de Columba e foi eleita abadessa. Depois de conflitos internos, deixou o cargo e, em 24 de janeiro de 1900, o mosteiro, descrita pelo Dicastério como injustamente caluniada. Em Roma, cuidou de crianças e de jovens operárias pobres e deu origem às Beneditinas da Caridade. Morreu em 24 de setembro de 1926 e foi beatificada por São João Paulo II em 16 de maio de 1993.
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O caminho de santificação
Columba teve uma formação esmerada, em casa e nas escolas de Stanisławów e de Lviv. O Dicastério das Causas dos Santos conta que, tornada professora, ela ensinou nas escolas públicas e nas escolas internas da Ordem beneditina antes de escolher a vida religiosa. Entrou entre as beneditinas de Lviv, fez a profissão solene em 20 de agosto de 1882 com o nome de Columba e foi mais tarde eleita abadessa. São João Paulo II, na homilia da beatificação, disse que desde a primeira adolescência ela deu a Cristo um "sim" pleno e sincero, decidida a "não antepor nada ao seu amor", conforme o ensinamento de São Bento.
O Dicastério não esconde a dor central de sua vida. Depois de contrastes internos, ela deixou o cargo de abadessa e, em 24 de janeiro de 1900, o mosteiro, descrita como uma mulher injustamente caluniada que se mudou para Roma. O papa João Paulo II diz na homilia que o Espírito Santo, por meio do sofrimento, a separou da terra de origem e a levou a deixar tudo e recomeçar do zero. As fontes institucionais consultadas não detalham as razões do conflito nem os acusadores, e este perfil não as preenche.
Em Roma, segundo o Dicastério, Columba passou dois anos, até 1902, no mosteiro beneditino de Subiaco e voltou depois à cidade. Cuidou das crianças das paróquias de Testaccio e Prati e iniciou uma obra social para jovens operárias pobres, a chamada casa-família, sustentada por um comitê de damas romanas presidido pela princesa Barberini. Por conselho de seus superiores, reuniu em torno de si jovens mulheres que se uniram em vida religiosa, e assim nasceu o Instituto das Beneditinas da Caridade, para amparar jovens abandonadas e, depois, as jovens em geral e as obras paroquiais.
O papa viu nessa obra uma síntese: o Senhor lhe confiara um carisma especial, o dom do "apostolado ativo da caridade" a ser enxertado no tronco contemplativo da regra beneditina. Disse também que os jovens procuram educadores capazes de uma maternidade e paternidade espirituais que não sejam possessivas nem omissas, mas libertadoras, "com a força da verdade e do amor", e exclamou que a missão que ela viveu é de grande atualidade.
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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- 3 maio 1858
Nascimento
Nasce Joanna Matylda Gabriel em Stanisławów, de família abastada e nobre, segundo o Dicastério das Causas dos Santos.
- 20 ago. 1882
Profissão solene
Professa entre as beneditinas de Lviv, com o nome de Columba, e mais tarde é eleita abadessa.
- 24 jan. 1900
Saída do mosteiro
Depois de contrastes internos, deixa o cargo e o mosteiro e vai para Roma.
- até 1902
Subiaco e Roma
Passa dois anos no mosteiro beneditino de Subiaco e volta para Roma, onde cuida de crianças e de jovens operárias.
- 24 set. 1926
Morte
Morre em Centocelle, subúrbio de Roma.
- 16 maio 1993
Beatificação
É beatificada por São João Paulo II na Basílica de São Pedro.
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A beatificação e a obra que ficou
A beatificação de 1993
A causa terminou com a beatificação celebrada por João Paulo II em 16 de maio de 1993, no Vaticano. Na homilia, o papa dedicou a ela o ponto 6 e a chamou de Madre Columba. A memória litúrgica é celebrada em 24 de setembro.
A congregação
O Dicastério informa que a cofundadora Placida Oldoini sucedeu a Columba na direção do instituto e que a congregação cresceu até ter 118 casas na Itália em 1970. Esses números mostram que a obra iniciada por uma mulher que recomeçava, depois de uma ruptura dolorosa, foi suficientemente sólida para continuar depois dela.
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O que as fontes não esclarecem
Os conflitos em Lviv
O Dicastério fala em contrastes internos e em calúnia, e a homilia fala de sofrimento que a obrigou a recomeçar. Nenhuma das duas fontes diz o que ocorreu, quem esteve envolvido ou como foi o processo. Também não esclarecem as datas de seus anos de abadessa. O perfil se atém, portanto, ao que consta: a saída em 1900 e o recomeço em Roma.
Nome e lugar de nascimento
O Dicastério indica Stanisławów, como lugar de nascimento e escreve "Polônia". Hoje a cidade se chama Ivano-Frankivsk. O nome aparece como Colomba nos textos em italiano e como Columba nos em português.
Dados que o texto anterior trazia sem apoio nas fontes, como o ingresso em 1874 e a fundação em 1908, foram retirados.
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