
Festa: 7 de setembro
Santa Regina
Virgem e mártir de Alésia (Alise-Sainte-Reine) • século III (tradição)
Santa Regina (Reine, em francês) é venerada como virgem e mártir em Alise, na Gália, hoje Alise-Sainte-Reine, na Borgonha. O Martirológio Romano a recorda em uma única linha: em Alise, na França, Santa Regina, mártir. O que se conta de sua vida vem de relatos tradicionais, e as fontes consultadas divergem em pontos importantes, como o nome do pai e o papel de Olíbrio. Este perfil separa o que a Igreja registra de modo oficial do que pertence à tradição local e diz com clareza o que as fontes não esclarecem.
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O caminho de santificação
O Vatican News resume assim a história: Regina era natural de Alise, filha de Olíbrio, um dos governadores da Gália, no século III. Ficou órfã de mãe, converteu-se ao cristianismo e foi morta, ainda muito jovem, pelo próprio pai, que era pagão e preferiu matá-la a passar pela vergonha de ter uma filha cristã.
O serviço de peregrinação da diocese de Dijon conta de outro modo. Segundo o relato que apresenta, Regina perdeu a mãe ao nascer e foi criada por uma ama cristã, que lhe ensinou a coragem dos mártires, o desapego das riquezas e o amor ao sacrifício. Aos quinze anos, o pai quis apresentá-la a pretendentes, e ela respondeu apenas que era cristã. Foi mandada para uma fazenda, entre os criados, para guardar ovelhas. Ali o governador romano Olíbrio a viu e pediu sua mão. Regina recusou, foi presa em Grignon, suportou torturas e acabou decapitada fora da cidade, no lugar onde, segundo a lenda, brotou uma fonte.
O que os dois relatos têm em comum é uma jovem que, diante da pressão da família e de uma autoridade pagã, não renegou a fé. Mais do que isso, as fontes institucionais consultadas não permitem afirmar com segurança, e a Igreja a venera como mártir sem pretender que cada detalhe da narrativa seja histórico.
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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- século III (tradição)
Martírio em Alise
O Vatican News situa a vida de Regina no século III. A página da diocese de Dijon dá o ano de 253 para o martírio, mas na mesma página diz que ela nasceu no fim do século III, e as fontes não conciliam as duas indicações.
- 21–22 mar. 864
Traslado das relíquias
A Enciclopédia Católica registra que o traslado das relíquias de Santa Regina para a abadia de Flavigny, em 21 e 22 de março de 864, foi objeto de um relato contemporâneo.
- desde os anos 1650
Procissão e mistério de Santa Reine
A diocese de Dijon informa que o cortejo em trajes históricos pelas ruas de Alise segue um ritual inalterado desde os anos 1650, seguido de uma representação do martírio, o “mistério”, no fim de agosto.
- 7 set.
Memória
O Martirológio Romano a recorda em 7 de setembro. Em Alise, as vésperas dessa data são rezadas na capela de Santa Reine, segundo o programa de 2021 da diocese de Dijon.
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O que dizem as fontes
As fontes institucionais consultadas contam a história de Santa Regina de modos diferentes. Cada uma é apresentada com o que traz.
O Martirológio Romano
O texto, publicado pela Conferência Episcopal Italiana, é breve: em Alise, na França, Santa Regina, mártir. Não traz data, nem nome dos pais, nem circunstâncias do martírio.
O Vatican News
Apresenta Regina como virgem e mártir, natural de Alise e filha de Olíbrio, governador da Gália. Diz que ela perdeu a mãe, converteu-se e foi morta pelo próprio pai pagão, que preferiu eliminá-la a ter uma filha cristã.
A diocese de Dijon
Em uma página sobre o “mistério de Santa Reine”, o serviço de peregrinação conta que o martírio ocorreu em 253, que o pai da santa se chamava Clemente e que Olíbrio era o governador romano que a pediu em casamento. Esse relato inclui as prisões, as torturas e a decapitação fora da cidade.
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O santuário e as relíquias
De Alise a Flavigny
A Enciclopédia Católica, no verbete sobre a abadia beneditina de Flavigny, diz que ali se conservaram as relíquias de Santa Regina, que as atas descrevem como decapitada pela fé no povoado de Alise, chamado depois de Alise-Sainte-Reine. O traslado, em 21 e 22 de março de 864, teve um relato contemporâneo. A abadia foi reconstruída no século XVII e desapareceu na Revolução Francesa.
A peregrinação
A Enciclopédia Católica, no verbete sobre Dijon, registra que Santa Regina, martirizada em Alise no século III e cujo corpo foi levado a Flavigny em 864, é honrada pelos peregrinos. Acrescenta que antigamente havia uma procissão teatral em que a santa e seus perseguidores eram representados.
A tradição de hoje
A diocese de Dijon informa que os moradores de Alise contam o martírio de Reine há séculos, quase sem interrupção, no fim de agosto, com um cortejo em trajes históricos e uma encenação no teatro dos Roches. Segundo a diocese, a morte da santa deu origem a um culto e a uma peregrinação. No programa de 2021, a festa terminava com as vésperas de 7 de setembro, na capela de Santa Reine, e com a volta das relíquias à abadia de São José.
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O que as fontes deixam incerto
O pai e Olíbrio
O Vatican News diz que Regina era filha de Olíbrio e que foi morta pelo próprio pai. A diocese de Dijon diz que o pai se chamava Clemente e que Olíbrio era o governador que a queria como esposa. As fontes consultadas não resolvem a diferença, e este perfil não escolhe entre elas.
A data
O Vatican News fala em século III. A diocese de Dijon indica o ano de 253, embora diga que Regina nasceu no fim do século III. As fontes consultadas não explicam essa distância.
As atas e o grau de historicidade
A Enciclopédia Católica fala das atas de Regina, mas não as avalia. As fontes consultadas não dizem quando foram escritas nem quanto delas é histórico. Por isso a água que teria brotado no lugar do martírio e os detalhes das torturas devem ser lidos como tradição local.
A vida antes do martírio
Além do que está acima, as fontes consultadas não dizem nada sobre a infância e a formação de Regina. A Igreja guarda dela, com segurança, o nome, o lugar e a memória do martírio.
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