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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 25 de dezembro

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Solenidade do nascimento do Filho de Deus • Solenidade do Calendário Romano Geral

No Natal, a Igreja celebra o nascimento de Jesus em Belém. O Catecismo ensina que o Filho eterno de Deus assumiu a natureza humana para nos salvar. A data de 25 de dezembro não é a de uma festa das mais antigas: os Evangelhos não indicam o dia, e a Enciclopédia Católica mostra que a celebração aparece em Roma em meados do século IV e depois se espalha pelo Oriente. O sentido da festa é o mais antigo da fé cristã, e a história do culto ajuda a entender como a Igreja passou a celebrá-lo.

01

O caminho de santificação

O mistério do Natal é o da Encarnação. Os Evangelhos de Mateus e de Lucas narram o nascimento em Belém, e o prólogo de João diz que a Palavra se fez carne e habitou entre nós. O Catecismo (n. 456 a 460) explica por que o Verbo se fez carne: para nos reconciliar com Deus, para que conhecêssemos o amor de Deus por nós, para ser nosso modelo de santidade e para nos tornar participantes da natureza divina. O n. 461 chama de Encarnação o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação, e cita o hino da Carta aos Filipenses, que fala de quem, sendo de condição divina, esvaziou-se e tomou a condição de servo.

O Catecismo (n. 525) descreve o que a liturgia contempla na noite de Natal: Jesus nasceu num estábulo humilde, numa família pobre, e os pastores foram as primeiras testemunhas. Nessa pobreza, a glória do céu se manifestou. O n. 526 acrescenta que tornar-se criança diante de Deus é condição para entrar no Reino e que o mistério do Natal só se cumpre em nós quando Cristo é formado em nós. O Catecismo fala então de uma maravilhosa troca: o Criador dos homens fez-se homem, e nós recebemos parte na divindade de Cristo. A festa pede, portanto, humildade e alegria simples.

Para a Igreja, crer na verdadeira Encarnação é o sinal distintivo da fé cristã, como diz o Catecismo (n. 463) a partir da primeira carta de João. Por isso o Natal não é apenas uma lembrança da infância de Jesus. Ele proclama que Deus entrou na história humana e permaneceu verdadeiro Deus ao fazer-se verdadeiro homem (n. 464). A história do culto, resumida abaixo a partir da Enciclopédia Católica, mostra como a Igreja passou a celebrar esse acontecimento num dia fixo do ano, mesmo sem indicação dos Evangelhos.

02

Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. Evangelhos

    Sem data

    Os Evangelhos não dão a data do nascimento de Jesus, e os argumentos tirados de detalhes como o recenseamento e os pastores levam a conclusões opostas, segundo a Enciclopédia Católica.

  2. c. 200

    Primeiros indícios

    Clemente de Alexandria registra especulações sobre o dia do nascimento; Ireneu e Tertuliano não incluem o Natal em suas listas de festas.

  3. c. 336

    Calendário Filocaliano

    Em Roma, uma lista de datas registra em 25 de dezembro o nascimento de Cristo em Belém; a Enciclopédia sugere que esse trecho seja de cerca de 336, na compilação de 354.

  4. 379 ou 380

    Constantinopla e Capadócia

    Gregório Nazianzeno inicia a festa em Constantinopla; sermões de Gregório de Nissa indicam o Natal em 25 de dezembro na Capadócia por volta de 380.

  5. c. 386

    Antioquia

    São João Crisóstomo prega em 25 de dezembro para unir a cidade em torno da festa.

  6. c. 1223

    O presépio

    São Francisco de Assis difunde o presépio, segundo a Enciclopédia Católica.

03

Como nasceu a festa de 25 de dezembro

Esta seção segue o artigo Christmas da Enciclopédia Católica, de 1912, que discute as fontes antigas.

Uma festa que não é das mais antigas

Segundo a Enciclopédia, o Natal não estava entre as primeiras festas cristãs. Ireneu e Tertuliano não o mencionam, e Orígenes observa que a Escritura registra aniversário apenas de pecadores. As primeiras notícias vêm do Egito, onde Clemente de Alexandria, por volta de 200, comenta as hipóteses sobre o dia do nascimento. No Oriente, muitas Igrejas celebravam o nascimento junto com a Epifania, em 6 de janeiro.

Roma e o Oriente

O Calendário Filocaliano, de 354, traz em 25 de dezembro a anotação de que Cristo nasceu em Belém da Judeia. No fim do século IV, Epifânio de Salamina ainda sustentava a data de 6 de janeiro. Em Jerusalém, em 385, o dia 25 de dezembro não era celebrado. Gregório Nazianzeno iniciou a festa em Constantinopla em 379 ou 380, mas ela foi interrompida depois que ele deixou a cidade.

Antioquia com Crisóstomo

Por volta de 386, Crisóstomo pregou em Antioquia no dia 25 de dezembro para unir a comunidade. Argumentou que a festa já era observada "da Trácia a Cádiz", como diz a Enciclopédia, e ligou a data ao serviço de Zacarias no Templo e a uma concepção em março.

04

O que as fontes discutem sobre a data

A Escritura não resolve

Os Evangelhos não dizem o dia nem a estação. A Enciclopédia mostra que o recenseamento e os pastores vigiando de noite foram usados para defender tanto o inverno quanto outras épocas, e que os cálculos a partir do serviço de Zacarias no Templo não são confiáveis.

As hipóteses dos estudiosos

Uma hipótese liga a data ao solstício de inverno e ao dia romano do Sol Invicto, que o Calendário Filocaliano também registra em 25 de dezembro. Cipriano, Crisóstomo e Leão Magno comentam o paralelo com o Sol, e Tertuliano e Agostinho rejeitaram qualquer identificação de Cristo com o Sol. Outra hipótese, de Duchesne, parte de 25 de março como data da morte de Cristo e chega a 25 de dezembro por um cálculo simétrico; a Enciclopédia nota que não há prova de uma festa da concepção em 25 de março no século IV. A própria Enciclopédia conclui, com cautela, que o mesmo impulso que fixou a festa do Sol no solstício provavelmente fixou ali a festa cristã.

05

Como a Igreja celebra

As três Missas

A Enciclopédia diz que os Sacramentários Gelasiano e Gregoriano trazem três Missas para o Natal. A tradição romana associa as três a Santa Maria Maior, Santa Anastácia e São Pedro. As fontes consultadas não descrevem a forma atual das Missas do Natal. As fontes consultadas não descrevem a forma atual das Missas do Natal.

Os doze dias

A Enciclopédia fala dos doze dias do Natal à Epifania, que o segundo Concílio de Tours aprovou. As fontes consultadas não dizem até quando se estende hoje o tempo do Natal.

O presépio

São Francisco de Assis difundiu o presépio em 1223, segundo a Enciclopédia Católica. A Enciclopédia não indica o lugar do primeiro presépio. O canto e o presépio ajudam o povo a contemplar o que o Catecismo (n. 525) chama de glória do céu manifestada na pobreza.

06

Fontes consultadas

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