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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 18 de setembro

São José de Cupertino

Presbítero franciscano conventual • 1603–1663

José nasceu em 17 de junho de 1603, em Cupertino, no Reino de Nápoles, numa família pobre, e teve dificuldade para aprender. Depois de ser recusado ou dispensado por outras casas, viveu entre os franciscanos conventuais, foi ordenado sacerdote em 1628 e ficou conhecido pelos êxtases que o acometiam. Morreu em Osimo em 18 de setembro de 1663 e foi canonizado por Clemente XIII em 1767.

01

O caminho de santificação

A Enciclopédia Católica conta que o pai de José, o carpinteiro Felice Desa, morreu antes de ele nascer e deixou dívidas, de modo que os credores expulsaram a mãe, Francesca Panara, de casa. Segundo a mesma fonte, o menino nasceu num estábulo, cresceu com um temperamento irascível, e a própria mãe e os tios o tratavam com desprezo, como alguém que não servia para nada. Na escola, seus êxtases lhe renderam dos colegas o apelido de ‘Bocca Aperta’, isto é, boca aberta. A santidade de José não nasceu, portanto, de um começo favorável, mas da perseverança de quem foi repetidamente rejeitado.

Aos dezessete anos tentou ser admitido entre os franciscanos conventuais e foi recusado por falta de instrução. Foi acolhido em 1620 como irmão leigo pelos capuchinhos de Martina, perto de Taranto, mas teve de sair por causa dos êxtases constantes. Depois, obteve permissão para trabalhar como auxiliar no convento franciscano de La Grotella, perto de sua cidade, e dali foi admitido ao estado clerical em 1625. O Vatican News resume essa condição com a expressão que o próprio José usava para si, ‘irmão burro’, e fala do dom da ciência infundida que lhe é atribuído, enquanto a Enciclopédia Católica diz que, segundo seus biógrafos, ele resolvia questões difíceis com luz sobrenatural, embora lesse com dificuldade.

O centro de sua vida foi a oração. A Enciclopédia relata que ele entrava em êxtase ao ouvir os sinos, a música sacra ou o nome de Deus, de Maria e dos santos, e ao lembrar a Paixão. Por cerca de trinta e cinco anos foi proibido de participar do coro, do refeitório comum, das procissões e de celebrar a Missa em público. Foi ainda denunciado à Inquisição e transferido de uma casa isolada para outra, mantendo a serenidade e a confiança na Providência, segundo a fonte. A Igreja não propõe a busca de levitações; propõe a humildade de quem aceitou essa vida escondida.

02

Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. 17 jun. 1603

    Nascimento

    Nasce em Cupertino, no Reino de Nápoles, depois da morte do pai, o carpinteiro Felice Desa.

  2. 1620

    Capuchinhos de Martina

    Admitido como irmão leigo, é dispensado por causa dos êxtases constantes.

  3. 1625

    Estado clerical

    É admitido ao estado clerical, depois de trabalhar em La Grotella e de ser aceito entre os franciscanos.

  4. 28 mar. 1628

    Ordenação

    É ordenado sacerdote.

  5. 18 set. 1663

    Morte

    Morre em Osimo, onde seu corpo é venerado.

  6. 1753 e 1767

    Beatificação e canonização

    Bento XIV o beatifica em 1753; Clemente XIII o canoniza em 16 de julho de 1767.

03

Uma formação difícil

Nascimento e família

Segundo a Enciclopédia Católica, José nasceu em 17 de junho de 1603, em Cupertino, na diocese de Nardò, no Reino de Nápoles. O pai era carpinteiro e morreu antes do parto, deixando dívidas que levaram à expulsão da mãe da casa onde viviam; o menino nasceu num estábulo. Foi educado por uma mãe severa, que procurava corrigir seu temperamento forte.

Entre as ordens

A mesma fonte conta que, em 1620, depois de ter sido recusado pelos conventuais, José foi recebido como irmão leigo pelos capuchinhos de Martina, mas foi dispensado por causa dos êxtases. Mais tarde obteve permissão para servir no convento de La Grotella, perto de Cupertino. Foi admitido ao estado clerical em 1625 e ordenado sacerdote em 28 de março de 1628.

A ciência infundida

O Vatican News registra que ele se chamava ‘irmão burro’ por causa da pouca formação escolar e lhe atribui o dom da ciência infundida. A Enciclopédia diz que, segundo seus biógrafos, ele respondia com acerto a questões difíceis, apesar de ler com dificuldade. Trata-se de testemunho de biógrafos, e as fontes consultadas não reproduzem documentos de exames.

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Êxtases, vigilância e obediência

O que as fontes registram

A Enciclopédia Católica descreve êxtases provocados por sinos, música sacra, pela menção de Deus, de Maria e dos santos, e pela lembrança da Paixão, e diz que José era então erguido do chão e permanecia suspenso no ar. O Vatican News fala de ‘levitações místicas’. São fenômenos narrados por testemunhas e biógrafos; a Igreja os considera à luz da santidade da pessoa, e não como seu fundamento.

Restrições impostas

Por cerca de trinta e cinco anos José foi proibido de ir ao coro, ao refeitório comum e às procissões e de celebrar a Missa em público. Denúncias de religiosos invejosos o levaram à Inquisição, e ele foi transferido de convento em convento conforme as queixas. A fonte sublinha sua serenidade e sua confiança na Providência.

O que foi retirado

O texto anterior situava os fenômenos entre 1638 e 1657, mas as fontes institucionais consultadas não confirmam esse intervalo, e ele foi retirado. Tampouco se afirma aqui em que ano cada convento o recebeu, porque a fonte não os data.

05

Morte e reconhecimento

Morte em Osimo

José morreu em Osimo em 18 de setembro de 1663, e seu corpo repousa na igreja da cidade. A festa é celebrada em 18 de setembro.

Beatificação e canonização

Bento XIV o beatificou em 1753 e Clemente XIII o canonizou em 16 de julho de 1767. A Enciclopédia acrescenta que Clemente XIV estendeu seu ofício a toda a Igreja. O Vatican News o lembra como padroeiro dos estudantes e aviadores, título de devoção que não consta na Enciclopédia.

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Fontes consultadas

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