
Festa: 9 de setembro
São Pedro Claver
Presbítero jesuíta, apóstolo dos escravizados • 1581–1654
Pedro Claver nasceu em Verdú, na Catalunha, em 1581, numa família que não era nobre, e entrou na Companhia de Jesus. Chegou a Cartagena das Índias, no atual território da Colômbia, em 1610 e ali trabalhou cerca de quarenta e quatro anos entre os africanos trazidos como escravos. Ia ao encontro dos navios com alimento e cuidados, instruía e batizava os recém-chegados com ajuda de intérpretes e, declarou-se, segundo as fontes, "servo dos negros para sempre". Morreu em 8 de setembro de 1654, foi canonizado por Leão XIII em 1888 e é lembrado em 9 de setembro.
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O caminho de santificação
O Vatican News conta que, quando chegavam notícias de novos navios, Pedro entrava no mar em seu barco para encontrar os recém-chegados e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Cuidava das feridas, pedia esmolas para vesti-los e alimentá-los, levava a fé aos não batizados e procurava despertar em cada um o sentido da própria dignidade. A Enciclopédia Católica acrescenta que ele ia a cada pessoa no porão do navio, tratava dela e a fazia entender que dali em diante teria nele um defensor e um pai.
Trabalhava com a dificuldade das línguas. O Vatican News diz que Pedro aprendeu a língua dos angolanos e se serviu de outros dezoito intérpretes para instruir os escravizados, e a Enciclopédia Católica fala de um grupo de intérpretes de várias nações que ele formou como catequistas. Nos domingos da Quaresma reunia os escravizados, ouvia suas necessidades e os defendia dos opressores.
Sofreu críticas por isso. As duas fontes registram que foi acusado de zelo indiscreto e de profanar os sacramentos ao dá-los a pessoas que, diziam, mal os entendiam. Sua resposta, segundo a Enciclopédia Católica, foi continuar o trabalho, aceitando as humilhações e acrescentando penitências. Em 1650 contraiu a peste e, depois de sobreviver, passou os últimos quatro anos de vida imobilizado numa enfermaria do convento, esquecido por todos, segundo o Vatican News, e dedicado à oração.
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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- 25 jun. 1581
Nascimento
Nasce em Verdú, na Catalunha, segundo o Vatican News. A Enciclopédia Católica dá apenas o ano de 1581 e o descreve como filho de um camponês catalão.
- c. 1601
Noviciado
Entra no noviciado jesuíta de Tarragona aos vinte anos, segundo a Enciclopédia Católica. Faz os estudos de filosofia em Maiorca e inicia os de teologia em Barcelona, onde ainda não os havia concluído quando é destinado à missão da América.
- 1605
Alfonso Rodríguez
Em Maiorca, o porteiro do colégio, Alfonso Rodríguez, o exorta a evangelizar as colônias espanholas na América. A Enciclopédia Católica situa esse encontro em 1605.
- 1610
Cartagena
Desembarca em Cartagena, o maior mercado de escravos da América espanhola segundo a Enciclopédia Católica, e é formado pelo missionário Alonso de Sandoval.
- 1616
Ordenação sacerdotal
É ordenado sacerdote em Cartagena, segundo o Vatican News.
- 1650
Peste
Adoece de peste, sobrevive e não volta a trabalhar.
- 8 set. 1654
Morte
Morre em Cartagena, na atual Colômbia.
- 16 jul. 1850
Beatificação
Pio IX o beatifica.
- 15 jan. 1888
Canonização
Leão XIII o canoniza, no mesmo dia que Alfonso Rodríguez.
- 7 jul. 1896
Padroeiro das missões
É proclamado padroeiro de todas as missões católicas entre os negros.
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O mundo do porto de Cartagena
O contexto vem da Enciclopédia Católica, de 1913, que tem tom de época.
Cartagena e o tráfico
A Enciclopédia Católica descreve o tráfico como "um desses crimes sociais" aceitos sem escrúpulo. Diz que as costas da Guiné, do Congo e de Angola abasteciam o mercado, que Cartagena se tornou o principal mercado de escravos do Novo Mundo, com cerca de mil pessoas desembarcadas por mês, e que metade de um carregamento podia morrer na viagem. Afirma ainda que nem as censuras do papa nem as dos moralistas católicos conseguiram deter o comércio.
O que os missionários podiam fazer
A mesma fonte diz que os missionários não podiam suprimir a escravidão, apenas aliviá-la, e que ninguém trabalhou com mais heroísmo para isso do que Pedro Claver. É uma avaliação histórica da Enciclopédia, e não uma afirmação das outras fontes consultadas.
O mestre Alonso de Sandoval
O Vatican News e a Enciclopédia Católica concordam em que Pedro foi formado na escola do missionário Alonso de Sandoval, que já se dedicava aos escravizados. As fontes consultadas não descrevem o método de Sandoval.
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O trabalho junto aos recém-chegados
A chegada dos navios
Cada vez que a chegada de africanos era anunciada, Pedro ia ao encontro deles. A Enciclopédia Católica diz que subia ao barco do prático levando alimento, e que encontrava pessoas perturbadas pelo sofrimento e pelo medo depois da travessia no porão. O Vatican News registra que ele levava comida, curava feridas e pedia esmolas para vesti-los.
Instrução e batismo
Enquanto os escravizados aguardavam em Cartagena para ser comprados e levados a outros lugares, Pedro os instruía e batizava. A Enciclopédia Católica afirma que, em vida, batizou e instruiu na fé mais de trezentos mil africanos. O Martirológio Romano, na versão da Conferência Episcopal Italiana, fala em cerca de trezentos mil batizados de sua mão. É um número transmitido por fontes da Igreja; as fontes consultadas não mostram como foi contado.
Críticas e esquecimento
Pedro foi acusado de zelo indiscreto, e a Enciclopédia Católica diz que mulheres da elite de Cartagena recusavam entrar nas igrejas onde ele reunia os africanos e que seus superiores foram influenciados pelas críticas. Os últimos anos, imobilizado pela peste, foram vividos longe do trabalho que fora a sua vida.
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O reconhecimento pela Igreja
Beatificação e canonização
Pio IX o beatificou em 16 de julho de 1850, e Leão XIII o canonizou em 15 de janeiro de 1888, junto com Alfonso Rodríguez, o porteiro jesuíta que o incentivara a partir para a América. As duas datas coincidem no Vatican News e na Enciclopédia Católica.
Padroeiro das missões entre os negros
Em 7 de julho de 1896 foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros. Em 9 de setembro, dia seguinte ao de sua morte, a Igreja lhe faz memória.
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O que as fontes deixam em aberto
Data de nascimento
O Vatican News dá 25 de junho de 1581 e a Enciclopédia Católica dá apenas o ano de 1581; o perfil adota esses dados.
Duração da missão e o grau da celebração
O Vatican News e a Enciclopédia Católica falam em quarenta e quatro anos de trabalho em Cartagena, e o Martirológio Romano diz "mais de quarenta anos". As fontes consultadas não indicam o grau litúrgico da celebração de 9 de setembro, e o perfil não o afirma.
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