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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 17 de dezembro

São Daniel

Profeta • século VI a.C.

Daniel é o profeta cujo nome intitula o livro bíblico de Daniel. O livro o apresenta como jovem judeu levado à Babilônia, onde serviu na corte, permaneceu fiel à Lei e foi lançado na cova dos leões por continuar a rezar. A segunda metade do livro traz visões apocalípticas, entre elas a do “Filho do Homem” (Dn 7) e a da ressurreição dos mortos (Dn 12). A Igreja o venera entre os profetas do Antigo Testamento, e o Vatican News o lembra em 17 de dezembro.

01

O caminho de santificação

O Vatican News descreve Daniel como judeu de família nobre, levado cativo para a Babilônia e depois posto a serviço do rei Nabucodonosor por sua sabedoria e pelo dom de interpretar sonhos. Por permanecer fiel à fé dos antepassados, foi condenado a ser devorado por leões, mas Deus o livrou. Essa síntese acompanha as narrativas dos capítulos 1 a 6 do livro, onde a fidelidade do jovem exilado aparece em situações de pressão: a comida da corte, a estátua do rei, o banquete de Baltasar e a cova dos leões (Dn 6).

A Enciclopédia Católica lembra que o capítulo 1 funciona como prefácio, apresentando Daniel e seus três companheiros, e que os capítulos 2 a 6 narram sonhos, a fornalha e a cova dos leões. A santidade de Daniel é a de quem não separa a vida pública da oração: o livro o mostra rezando voltado para Jerusalém mesmo depois que a oração foi proibida (Dn 6,11). Sua fidelidade não é recusa de servir o rei, mas recusa de adorar outro senhor.

O livro também faz de Daniel o intérprete do tempo. Pela Escritura, a fidelidade dos justos é sustentada pela esperança de que Deus entregará o reino ao seu povo. Essa esperança é o que o texto procura dar a um povo em provação, segundo a Enciclopédia, que descreve a finalidade apocalíptica do livro como consolar os perseguidos com o anúncio do “tempo do fim”.

02

Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. séc. VI a.C.

    Exílio

    Segundo o livro, Daniel é levado com outros jovens para a corte de Nabucodonosor. O Vatican News fala em “século VII a.C.” para a deportação; as fontes consultadas não fixam a data com precisão.

  2. Dn 3

    A fornalha

    Os três companheiros, Ananias, Azarias e Misael, recusam adorar a estátua e são preservados na fornalha.

  3. Dn 6

    Cova dos leões

    Daniel é lançado aos leões por continuar a rezar e é salvo.

  4. Dn 7

    Filho do Homem

    Daniel vê alguém “como um filho de homem” receber domínio eterno.

  5. Dn 12

    Ressurreição

    O livro anuncia a ressurreição dos mortos, com recompensa e castigo.

  6. 17 dez.

    Memória

    O Vatican News traz a memória do profeta em 17 de dezembro.

03

O livro e suas partes

Narrativas e visões

A Enciclopédia Católica divide o livro em duas partes: os capítulos 1 a 6, narrativas em terceira pessoa, e os capítulos 7 a 12, visões em primeira pessoa. Nas narrativas, a estátua de Dn 2 representa impérios sucessivos substituídos por um reino eterno de Deus. Nas visões, quatro feras (Dn 7) figuram poderes pagãos julgados pelo “Ancião de dias”, a quem se segue o reino messiânico.

As partes deuterocanônicas

A Enciclopédia lembra que o texto grego traz acréscimos: a Oração de Azarias e o Cântico dos Três Jovens (inseridos em Dn 3), a história de Susana (cap. 13) e a de Bel e o Dragão (cap. 14). Segundo o mesmo verbete, o Concílio de Trento reconheceu o caráter canônico dessas partes, e os estudiosos católicos em geral as consideram de autor posterior ao restante.

Autoria e data

A Enciclopédia expõe duas posições. A tradicional atribui o livro a Daniel, no exílio babilônico (586–536 a.C.). A crítica, hoje majoritária segundo o verbete, o atribui a um autor anônimo do tempo de Antíoco IV Epífanes (175–164 a.C.), por causa de supostos erros históricos, de vocabulário persa e grego e do hebraico tardio. O artigo observa que os católicos em geral seguiram a posição tradicional, sem que a Igreja a tenha definido como obrigatória. A Vigília da Fé registra a divergência e não escolhe.

04

As visões e Cristo

O Filho do Homem

O Catecismo da Igreja Católica (n. 440) mostra Jesus revelando a identidade transcendente do “Filho do Homem” e a sua missão de Servo sofredor, e remete em nota a Dn 7,13. Essa é a relação que a Igreja vê entre o profeta e o título que Jesus usa para si. Cabe ao leitor ir ao texto bíblico; a Vigília da Fé o cita apenas por referência.

As setenta semanas

A Enciclopédia relata três leituras de Dn 9,24-27: a tradicional, que as aplica a Cristo e à destruição de Jerusalém; a que as liga a Antíoco; e a que vê nelas o desenvolvimento do Reino até a Parusia. As fontes consultadas não escolhem uma como definitiva.

A ressurreição

No capítulo 12, a Enciclopédia destaca o anúncio da ressurreição dos mortos, seguida de recompensas e castigos. É um dos textos do Antigo Testamento em que a esperança da vida depois da morte aparece com mais clareza.

05

Memória na Igreja

A memória e o Martirológio

Antigamente, o texto da Vigília afirmava que o “Martirológio Romano” trazia Daniel como venerado desde a Antiguidade; essa afirmação não foi confirmada nas fontes consultadas e foi retirada. O Vatican News mantém a memória em 17 de dezembro. Também foi retirada a frase de que o cântico dos três jovens é rezado nas Laudes dos domingos, que as fontes consultadas não confirmam.

06

Fontes consultadas

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