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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 29 de dezembro

São Tomás Becket

Bispo e mártir • 1120–1170

Tomás Becket, nascido em Londres, foi chanceler e amigo do rei Henrique II da Inglaterra. Nomeado arcebispo de Cantuária em 1162, passou a defender os direitos da Igreja diante das pretensões do rei, fugiu da Inglaterra em 1164, viveu cerca de seis anos no exílio e, depois de voltar, foi assassinado na catedral em 29 de dezembro de 1170. Foi canonizado em 1173.

01

O caminho de santificação

O Vatican News o resume como estadista e mártir por amor a Cristo e à Igreja, que se opôs ao rei, seu amigo, em defesa da verdade e da liberdade.

A Enciclopédia Católica conta que, depois de consagrado bispo, Tomás adotou uma vida de grande austeridade e renunciou à chancelaria.

O rei escolheu o amigo para arcebispo provavelmente para contar com ele. Segundo a Enciclopédia Católica, Tomás o avisou de que, se aceitasse, teria de se opor a algumas de suas pretensões. Aceitou assim mesmo, deixou o cargo de chanceler e mudou de vida. O resto foram oito anos de conflito, seis dos quais longe da pátria. Em Cantuária, diante dos cavaleiros que o ameaçavam, não aceitou ceder. Sua santidade foi a de alguém que, diante da escolha, preferiu a verdade que defendia à amizade do rei.

02

Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. 21 dez. (1118 ou 1120)

    Nascimento

    Nasce em Londres. A Enciclopédia Católica considera 1118 o ano mais provável, mas marca a data como incerta.

  2. c. 1141

    Casa do arcebispo

    Entra para a casa de Teobaldo, arcebispo de Cantuária.

  3. 1154

    Diácono

    Teobaldo o ordena diácono.

  4. 1162

    Arcebispo

    Ordenado padre e consagrado bispo em 3 de junho, após a morte de Teobaldo, em 1161.

  5. 13 jan. 1164

    Constituições de Clarendon

    O rei apresenta as dezesseis constituições, que Tomás acaba por recusar.

  6. 13 out. 1164

    Fuga

    Foge da Inglaterra, embarcando em Sandwich.

  7. 1 dez. 1170

    Volta

    Regressa à Inglaterra.

  8. 29 dez. 1170

    Martírio

    Quatro cavaleiros o matam na catedral de Cantuária.

  9. 21 fev. 1173

    Canonização

    O papa Alexandre III publica a bula de canonização.

  10. 12 jul. 1174

    Penitência do rei

    Henrique II faz penitência pública no túmulo de Tomás.

03

Do secretário ao chanceler

Origem e formação

A Enciclopédia Católica diz que os pais de Tomás tinham vindo da Normandia e que ele estudou em Paris. Trabalhou como secretário antes de entrar para a casa do arcebispo Teobaldo, por volta de 1141, que o enviou a estudar direito civil e canônico em Bolonha e Auxerre.

Chanceler do rei

Depois da morte do rei Estêvão, Henrique II o fez chanceler. Com cerca de 36 anos, tornou-se um dos homens mais poderosos do reino. Era um amigo próximo e trabalhador incansável do rei, segundo a Enciclopédia.

04

O conflito com o rei e o exílio

Arcebispo

Henrique II queria Tomás como arcebispo. Ele avisou que, se aceitasse, se oporia às pretensões do rei, mas cedeu à pressão. Foi consagrado em 3 de junho de 1162, renunciou à chancelaria e adotou uma vida austera.

As Constituições de Clarendon

A questão central era saber se os clérigos acusados de crimes seriam julgados por tribunais reais ou eclesiásticos. Em Clarendon, em 13 de janeiro de 1164, o rei apresentou dezesseis artigos. Tomás cedeu a princípio em alguns pontos e depois assumiu posição firme contra eles.

A fuga

O rei respondeu com perseguição: multa de £500 por desacato e cobrança de contas da chancelaria, que chegou a quase £30 mil. Tomás fugiu da Inglaterra na noite de 13 de outubro de 1164.

Exílio

O rei da França, Luís VII, o acolheu. O papa Alexandre III o recebeu em Sens, em 23 de novembro de 1164, recusou a renúncia que Tomás oferecia e o apoiou. Tomás viveu na abadia cisterciense de Pontigny a partir de 30 de novembro de 1164.

05

A volta e a morte

Regresso

Tomás voltou à Inglaterra em 1º de dezembro de 1170 e foi recebido com entusiasmo pelo povo. O conflito logo recomeçou, por causa da excomunhão de bispos que tinham coroado o filho do rei.

O assassinato

Em 29 de dezembro, quatro cavaleiros exigiram que ele absolvesse os bispos. Ele recusou. Voltaram com homens armados à catedral, na hora das Vésperas, e o mataram dentro da igreja. A Enciclopédia registra a resposta que lhe é atribuída: ‘Aqui estou, não traidor, mas arcebispo e sacerdote de Deus’. O Vatican News situa a morte na catedral da cidade, em 29 de dezembro de 1170.

Responsabilidade do rei

A Enciclopédia Católica diz que a responsabilidade direta de Henrique II não é clara.

06

Culto e santuário

Canonização

A devoção a Tomás se espalhou rapidamente pela Europa. Alexandre III publicou a bula de canonização em 21 de fevereiro de 1173.

Penitência de Henrique

Em 12 de julho de 1174, Henrique II fez penitência pública e foi açoitado diante do túmulo de Tomás.

O santuário

Muitos milagres foram relatados, e o santuário de Cantuária foi um dos mais ricos e famosos da Europa medieval. Acredita-se que as relíquias foram destruídas em 1538, mas isso é incerto.

07

O que as fontes deixam incerto

Ano do nascimento

O site usa 1120 como ano de nascimento, mas a Enciclopédia Católica considera 1118 mais provável e marca o ano como incerto. O dia, 21 de dezembro, é o mais provável.

Lendas da origem

A Enciclopédia rejeita a lenda de que a mãe de Tomás era sarracena. Também diz ser provavelmente falsa a história de que Henrique VIII teria julgado Tomás depois de morto e mandado queimar seu corpo.

08

Fontes consultadas

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