
Festa: 16 de novembro
Santa Margarida da Escócia
Rainha, esposa e mãe • c. 1045–1093
Margarida era princesa anglo-saxã, neta do rei Edmundo Braço de Ferro. Chegou à Escócia com a família depois da conquista normanda da Inglaterra e casou-se com o rei Malcolm III entre 1067 e 1070. Como rainha, apoiou reformas na Igreja, fundou igrejas, entre elas a abadia de Dunfermline, e dedicou-se à oração. Morreu em Edimburgo em 16 de novembro de 1093 e foi canonizada por Inocêncio IV, em 1250.
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O caminho de santificação
O Vatican News lembra que o Martirológio Romano a apresenta como esplêndido exemplo de esposa, mãe e rainha, discreta e caridosa, que apoiou o marido, Malcolm III, no governo e reformou a Igreja na Escócia.
Segundo a Enciclopédia Católica, sua vida privada era dedicada à oração constante e a práticas de piedade, e sua influência como rainha se voltou para a religião.
Margarida queria entrar na vida religiosa e acabou casada com um rei. A Enciclopédia Católica conta que esse desejo atrasou o casamento. Em vez de ver o trono como um obstáculo à oração, ela levou a oração para dentro dele: cuidava da piedade em casa, e a Igreja da Escócia passou, em seu tempo, por mudanças como a regulação do jejum da Quaresma e da comunhão pascal. Quem não pode largar as obrigações do seu estado, como família, emprego ou um cargo, pode olhar para ela e perguntar o que a fé pede exatamente no lugar onde está.
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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- c. 1045
Nascimento
A data exata não é conhecida: fica entre 1038 e 1057, segundo a Enciclopédia Católica. Uma tradição diz que ela nasceu na Hungria, onde o pai teria vivido exilado, mas não há registro disso.
- 1057
Volta à Inglaterra
Chega à Inglaterra com o pai, Eduardo, o Exilado.
- 1067–1070
Casamento
Casa-se com Malcolm III da Escócia. O desejo dela de entrar na vida religiosa adiou o matrimônio.
- 1093
Morte
Morre em Edimburgo, em 16 de novembro, e é sepultada diante do altar-mor de Dunfermline.
- 1250
Canonização
Inocêncio IV a canoniza.
- 19 jun. 1259
Novo santuário
Suas relíquias são transferidas para um novo santuário em Dunfermline.
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Uma princesa anglo-saxã na Escócia
A família
O pai de Margarida era Eduardo, o Exilado, e a mãe, Ágata. O avô era Edmundo Braço de Ferro, segundo a Enciclopédia Católica. Ela veio à Inglaterra com o pai em 1057.
A tempestade
Depois da morte do pai e da conquista normanda, a mãe decidiu voltar ao continente. Uma tempestade levou o navio à Escócia, onde Malcolm III acolheu a família e depois se casou com Margarida.
A tradição húngara
Uma tradição afirma que Margarida nasceu na Hungria, onde o pai e o tio teriam sido enviados por segurança. A Enciclopédia Católica adverte que nenhum registro disso foi encontrado na Hungria.
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Rainha, reformadora e fundadora
Reformas na Igreja
Um sínodo tratou das reformas mais importantes dessa época: a regulação do jejum da Quaresma, a observância da comunhão pascal e a correção de abusos nos casamentos entre parentes em grau proibido.
Dunfermline
Margarida fundou várias igrejas, entre elas a abadia de Dunfermline, construída para guardar seu bem mais precioso, uma relíquia da verdadeira Cruz.
O livro dos Evangelhos
Seu livro dos Evangelhos, ricamente decorado, está hoje na Biblioteca Bodleiana, em Oxford. A Enciclopédia Católica chama de lenda a história de que ele teria caído num rio e sido recuperado milagrosamente.
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Morte, canonização e relíquias
A morte em Edimburgo
Segundo a Enciclopédia, Margarida previu o dia da própria morte. Morreu em Edimburgo em 16 de novembro de 1093 e foi sepultada diante do altar-mor de Dunfermline.
Canonização e translação
Inocêncio IV a canonizou em 1250. Em 19 de junho de 1259, as relíquias foram levadas a um novo santuário, cuja base ainda é visível no lado leste da igreja restaurada.
O destino das relíquias
Na Reforma, a cabeça passou a Maria, rainha dos escoceses, e depois aos jesuítas de Douai, e acredita-se que se perdeu na Revolução Francesa. As demais relíquias, junto com as de Malcolm, teriam ido para Filipe II, na Espanha; um bispo de Edimburgo pediu a Pio IX que fossem devolvidas à Escócia, mas não foram encontradas.
Duas datas de festa
O Vatican News registra a festa em 16 de novembro, dia da morte. A Enciclopédia Católica, de 1910, diz que a Igreja inteira a celebrava em 10 de junho. As fontes divergem.
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As fontes sobre a sua vida
A biografia antiga
A principal fonte é uma biografia escrita na época, publicada nos Acta Sanctorum. Atribuída a Turgot, confessor da rainha, ou a Teodorico, monge menos conhecido, a autoria continua sem solução, segundo a Enciclopédia Católica.
Data de nascimento
A data do nascimento não pode ser determinada com exatidão: o ano de 1045 é uma estimativa.
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