
Festa: 15 de novembro
Santo Alberto Magno
Bispo e doutor da Igreja • c. 1200–1280
Alberto nasceu em Lauingen, na Suábia, numa família de condes de Bollstädt, estudou em Pádua e entrou em 1223 na Ordem dos Pregadores, os dominicanos. Ensinou teologia em Colônia e em Paris, onde teve como aluno Tomás de Aquino, e escreveu sobre filosofia, ciências da natureza e teologia. Foi provincial da ordem na Alemanha e, de 1260 a 1262, bispo de Ratisbona, cargo que aceitou contra a vontade e deixou para voltar ao ensino em Colônia. Morreu ali em 15 de novembro de 1280. Pio XI o canonizou e o proclamou doutor da Igreja em 1931.
01
O caminho de santificação
O Martirológio Romano, na versão publicada pela Conferência Episcopal Italiana, diz que Alberto conseguiu unir, numa síntese admirável, a sabedoria dos santos com o saber humano e a ciência da natureza. Diz também que recebeu a sé de Ratisbona contra a vontade e que se empenhou em reforçar a paz entre os povos, mas que depois de cerca de um ano preferiu a pobreza da ordem a toda honra.
A Enciclopédia Católica reúne frases dele sobre o método. Em seu tratado sobre os minerais, Alberto escreve que o objetivo da ciência natural não é aceitar o que outros dizem, mas investigar as causas que agem na natureza; em seu tratado sobre as plantas, que só a experiência dá certeza em tais assuntos. Preferia Aristóteles a Santo Agostinho em questões de ciência natural, mas não o seguia sem crítica e chegou a dedicar um capítulo ao que chamou de "erros de Aristóteles".
O Vatican News conta que o estudo da teologia em Colônia foi difícil e levou o jovem a vacilar na fé, e que sua salvação foi a devoção à Virgem Maria, que nunca o abandonou. Conta também que a morte de Tomás de Aquino, que ele amava como a um filho, foi um golpe duro: Alberto teria comentado que "a luz da Igreja se apagou". A Enciclopédia Católica acrescenta que, em 1277, já idoso, ele foi a Paris defender a memória do discípulo quando se quis condenar os escritos de Tomás.
02
Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- c. 1200
Nascimento
Nasce em Lauingen, na Suábia. O Vatican News diz por volta de 1200; a Enciclopédia Católica diz 1205 ou 1206 e observa que muitos historiadores propõem 1193.
- 1223
Dominicano
Entra na Ordem dos Pregadores, atraído pela pregação do beato Jordão da Saxônia, segundo as duas fontes.
- 1245
Paris
Vai a Paris, onde recebe o título de doutor, e tem Tomás de Aquino entre seus ouvintes.
- 1248
Estúdio de Colônia
Volta a Colônia com Tomás para o novo estúdio geral da ordem, do qual é regente.
- 1250
Capítulo de Valenciennes
Com Tomás e Pedro de Tarentaise, elabora normas para os estudos e o sistema de graus na ordem.
- 1254
Provincial
É eleito provincial da ordem na Alemanha.
- 1256
Roma
Vai a Roma defender os direitos da Santa Sé e das ordens mendicantes.
- 1260
Bispo de Ratisbona
É nomeado bispo de Ratisbona. A Enciclopédia Católica diz que governou a diocese até 1262.
- 1274
Concílio de Lyon
É convidado pelo papa Gregório X ao concílio e recebe a notícia da morte de Tomás.
- 15 nov. 1280
Morte
Morre em Colônia.
- 1622
Beatificação
É beatificado por Gregório XV, segundo a Enciclopédia Católica.
- 1931
Canonização e doutorado
Pio XI o canoniza e o proclama doutor da Igreja.
- 1941
Padroeiro dos cientistas
Pio XII o declara padroeiro dos cultores das ciências naturais, dez anos depois, segundo o Vatican News.
03
Formação e ingresso na ordem
A família e os estudos
A Enciclopédia Católica diz que Alberto era o filho mais velho do conde de Bollstädt e que foi estudar na Universidade de Pádua, escolhida talvez porque ali morava um tio ou porque a cidade era famosa pelas artes liberais. O Vatican News fala em estudos em Pádua, Bolonha e Veneza. Sobre a educação primária, a Enciclopédia reconhece que nada de certo se sabe.
Os dominicanos
Na Itália, segundo o Vatican News, conheceu os dominicanos e recebeu o hábito do beato Jordão da Saxônia, sucessor imediato de São Domingos. A Enciclopédia Católica acrescenta que se sentiu atraído pela pregação de Jordão e que ingressou na ordem em 1223. Nenhuma das duas diz em que cidade foi a profissão.
04
Ensino, Tomás de Aquino e vida na ordem
Colônia e Paris
Depois de ensinar teologia em várias cidades alemãs, Alberto estava no convento de Colônia, comentando as Sentenças de Pedro Lombardo, quando foi enviado a Paris em 1245. Lá recebeu o grau de doutor. Segundo a Enciclopédia Católica, Tomás de Aquino o acompanhou a Paris e voltou com ele a Colônia em 1248, quando Alberto foi regente do novo estúdio geral e Tomás, segundo professor.
O apelido "Magno"
O Vatican News diz que, em Colônia, junto com Tomás, Alberto fez grandes coisas e por isso recebeu o apelido de "Magno", isto é, Grande, e que ambos empreenderam comentar a obra de Dionísio, o Areopagita, e os escritos de Aristóteles sobre filosofia natural. A Enciclopédia Católica o chama de "doutor universal" por seu saber em todos os ramos que se cultivavam em seu tempo.
Provincial e mestre do Sacro Palácio
Eleito provincial na Alemanha em 1254, foi a Roma em 1256 defender as ordens mendicantes contra os ataques de Guilherme de Saint-Amour. A Enciclopédia Católica diz que então exerceu o cargo de mestre do Sacro Palácio e pregou sobre o Evangelho de João e as cartas canônicas, e que renunciou ao cargo de provincial em 1257 para voltar ao estudo e ao ensino.
05
Bispo de Ratisbona e os últimos anos
A sé de Ratisbona
Em 1260 foi nomeado bispo de Ratisbona. O Vatican News diz que foi uma surpresa e que ele quis, com insistência, ser dispensado do cargo para se retirar a Colônia, o que o papa Urbano IV teria permitido. A Enciclopédia Católica diz que governou a diocese até 1262, quando sua renúncia foi aceita e ele voltou ao estúdio de Colônia. O Martirológio Romano fala em cerca de um ano. As fontes não coincidem na duração exata do episcopado.
A morte de Tomás e a defesa de sua obra
Em 1274, chamado por Gregório X ao Concílio de Lyon, Alberto soube da morte de Tomás. O Vatican News coloca a notícia no caminho de volta do concílio; a Enciclopédia Católica diz que ele a recebeu enquanto seguia para o concílio. Em 1277, segundo a Enciclopédia, foi a Paris defender a memória do discípulo quando Estêvão Tempier e outros quiseram condenar seus escritos.
Os últimos anos
A Enciclopédia Católica diz que, depois de 1278, ano em que fez seu testamento, sofreu perda de memória, que sua mente foi se turvando e que o corpo, enfraquecido por vigílias e trabalhos, cedeu ao peso dos anos. Morreu em Colônia em 15 de novembro de 1280.
06
Obra e reconhecimento
A obra
A Enciclopédia Católica lembra duas edições das obras completas de Alberto, a de Lyon (1651, vinte e um volumes) e a de Paris (1890–1899, trinta e oito volumes). Ela os organiza em lógica, ciências físicas, biologia, psicologia, moral e política, metafísica e teologia, e junta comentários à Escritura e sermões. Registra também que a autenticidade de algumas obras a ele atribuídas não está estabelecida.
Do beato ao doutor da Igreja
Gregório XV o beatificou em 1622. Os bispos alemães reunidos em Fulda em 1872 pediram a canonização à Santa Sé, e ele foi canonizado em 1931. O Vatican News acrescenta que Pio XI também o proclamou doutor da Igreja e que, dez anos depois, Pio XII o declarou padroeiro dos cultores das ciências naturais.
07
O que as fontes deixam em aberto
Data de nascimento
O Vatican News diz que Alberto nasceu por volta de 1200, e a Enciclopédia Católica, em 1205 ou 1206, notando que muitos historiadores dão 1193. O perfil mantém "c. 1200", sem fixar o ano.
Obras de autenticidade não estabelecida
A Enciclopédia Católica lista entre as obras cuja autenticidade não está estabelecida o De apprehensione, o Speculum astronomicum, o De alchimia, o Paradisus animae e o De laudibus B. Virginis, entre outras. O perfil não se apoia nelas para descrever o pensamento de Alberto.
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