
Festa: 13 de novembro
Santa Agostinha Pietrantoni
Religiosa e enfermeira, virgem e mártir • 1864–1894
Lívia Pietrantoni nasceu em 27 de março de 1864 em Pozzaglia Sabina, na Itália, numa família de camponeses, e foi a segunda de onze filhos. Em 1886 entrou nas Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, em Roma, e recebeu o nome de Agostinha. Foi enviada ao hospital Santo Espírito, onde cuidou dos doentes, entre eles tuberculosos, num ambiente hostil à fé. Em 13 de novembro de 1894 foi ferida mortalmente por Giuseppe Romanelli, um homem que fora paciente do hospital. Paulo VI a beatificou em 1972, e São João Paulo II a canonizou em 18 de abril de 1999.
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O caminho de santificação
A biografia publicada pela Santa Sé descreve uma moça formada no trabalho. Aos sete anos carregava cascalho e areia para a construção de uma estrada; aos doze ia com outras meninas a Tivoli, nos meses de inverno, para a colheita da azeitona, e assumia a responsabilidade moral e religiosa das companheiras diante de patrões prepotentes. Quando familiares e conhecidos quiseram afastá-la da vocação, disse que queria uma congregação em que houvesse trabalho de dia e de noite.
No hospital Santo Espírito, o clima era hostil à religião. A mesma biografia conta que os padres capuchinhos foram expulsos, o crucifixo e os demais sinais religiosos foram proibidos, as religiosas passaram a ter a vida tornada "impossível" e foi proibido falar de Deus. Irmã Agostinha, diz o texto, não precisava de palavras para anunciar o Evangelho: o serviço aos doentes, sobretudo aos mais difíceis, falava por ela. Escondeu num canto discreto uma imagem de Nossa Senhora e a ela confiava seus "protegidos", prometendo orações e sacrifícios pela conversão dos mais obstinados.
Na homilia da canonização, São João Paulo II afirmou que o ideal evangélico do amor ao próximo, especialmente aos pequenos, doentes e abandonados, levou Lívia Pietrantoni à santidade. Disse que "Deus só" era a bússola de suas decisões e que o mandamento "Amarás", colocado no início da Regra de Vida das Irmãs da Caridade, inspirava seus gestos. Lembrou ainda que ela chamava os pobres de "queridos pobres".
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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- 27 mar. 1864
Nascimento
Nasce e é batizada em Pozzaglia Sabina, a cerca de 800 metros de altitude, filha de Francesco Pietrantoni e Caterina Costantini.
- c. 1876
Primeira Comunhão
Recebe a primeira Comunhão por volta desse ano. A biografia da Santa Sé informa que recebera a Crisma aos quatro anos.
- 23 mar. 1886
Chegada a Roma
Aos vinte e dois anos chega à casa geral das Irmãs da Caridade, na via Santa Maria in Cosmedin, depois de uma primeira ida a Roma em que não foi aceita.
- c. 1886–1894
Hospital Santo Espírito
Recebe o hábito e o nome de Irmã Agostinha e é enviada ao hospital Santo Espírito, primeiro na ala das crianças e depois entre os tuberculosos.
- 13 nov. 1894
Ferida mortalmente
É ferida mortalmente por Giuseppe Romanelli, que fora expulso do hospital e a ameaçara por bilhetes. Dos seus lábios saem apenas a invocação de Nossa Senhora e palavras de perdão, segundo a biografia da Santa Sé.
- 1972
Beatificação
É beatificada por Paulo VI.
- 18 abr. 1999
Canonização
São João Paulo II a canoniza, na mesma celebração em que canoniza Marcelino Champagnat e João Calábria.
03
Camponesa da Sabina
A família e a infância
A biografia da Santa Sé conta que Lívia era a segunda de onze filhos de pequenos agricultores que trabalhavam a própria terra e alguns terrenos arrendados. A casa era honesta, trabalhadora e religiosa, e a oração era comum. Aprendeu da mãe os cuidados que depois dedicou aos irmãos menores. Frequentou a escola de forma irregular, mas as colegas a chamavam de "professora".
A vocação
Segundo a mesma biografia, a jovem era admirada na aldeia e a mãe sonhava com um bom casamento para ela. Lívia respondeu à voz interior da vocação. Uma primeira viagem a Roma com o tio, frei Matteo, terminou em desilusão, porque não foi aceita; meses depois a superiora geral das Irmãs da Caridade, madre Giuseppina Bocquin, comunicou que a esperava. Ela despediu-se da família e da aldeia sabendo que era para sempre.
04
O hospital Santo Espírito
O serviço aos doentes
A biografia diz que o hospital tinha setecentos anos de história e era chamado de "ginásio da caridade cristã". Irmã Agostinha trabalhou primeiro no setor das crianças e depois entre os tuberculosos, em contato com um contágio mortal do qual, segundo o texto, "milagrosamente" se curou. Dedicava atenção especial a cada paciente, sobretudo aos mais difíceis, violentos e obscenos.
Giuseppe Romanelli
O texto descreve Romanelli como o pior dos pacientes, vulgar e insolente sobretudo com Irmã Agostinha, que mesmo assim o servia e acolhia sua mãe cega quando vinha visitá-lo. Depois de se vangloriar às custas de mulheres da lavanderia, foi expulso do hospital pelo diretor e passou a ameaçá-la por bilhetes, com frases como "Matar-te-ei com as minhas mãos" e "não tens mais que um mês de vida".
O ataque
Em 13 de novembro de 1894, Romanelli a surpreendeu e a feriu mortalmente. A biografia da Santa Sé diz que ela só pronunciou a invocação à Virgem e palavras de perdão. O Vatican News fala de uma religiosa "apunhalada por um paciente", sem entrar em pormenores. As fontes consultadas não descrevem a arma nem as horas seguintes.
05
Beatificação e canonização
A beatificação por Paulo VI
A biografia publicada pela Santa Sé informa que o papa Paulo VI a beatificou em 1972 e que sua vida o inspirou a descrevê-la em termos muito poéticos. As fontes consultadas não trazem o dia da beatificação.
A canonização em 1999
Em 18 de abril de 1999, São João Paulo II canonizou Marcelino Champagnat, João Calábria e Agostinha Livia Pietrantoni. Na homilia, disse que os três novos santos adoraram Cristo na Eucaristia e o amaram nos irmãos mais necessitados.
Memória em 13 de novembro
O Vatican News inclui Santa Agostinha Pietrantoni, virgem, no santoral de 13 de novembro e a descreve como religiosa das Irmãs da Caridade enviada a assistir os enfermos no hospital Santo Espírito, em ambiente hostil à fé.
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O que as fontes deixam em aberto
Dia da beatificação e momento da morte
As fontes consultadas dão o ano da beatificação (1972), mas não o dia, e registram o ataque em 13 de novembro de 1894 sem esclarecer a hora exata em que ela morreu.
A relação com o agressor
A biografia da Santa Sé diz que Romanelli já havia sido expulso do hospital e a ameaçava por bilhetes quando a atacou, embora ela o tivesse servido antes. O Vatican News fala apenas de um paciente.
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