
Festa: 24 de outubro
Santo Antônio Maria Claret
Bispo missionário e fundador dos Claretianos • 1807–1870
Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, na Catalunha, em 23 de dezembro de 1807, numa família ligada à tecelagem. Trabalhou como tecelão, foi ordenado sacerdote em 1835, pregou missões populares a pé pela Catalunha e pelas Ilhas Canárias e fundou, em 16 de julho de 1849, os Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. Foi arcebispo de Santiago de Cuba, confessor da rainha Isabel II e morreu no exílio, em Fontfroide, em 24 de outubro de 1870. Pio XI o beatificou em 1934 e Pio XII o canonizou em 1950.
01
O caminho de santificação
Claret começou a vida de trabalho cedo. A Enciclopédia Católica conta que, aos doze anos, tornou-se tecelão e que depois passou alguns anos em Barcelona aperfeiçoando o ofício, estudando em horas livres latim, francês e gravura. O site dos Claretianos diz que uma série de experiências o levou a abandonar o projeto de êxito no mundo e a seguir o chamado de Deus. Entrou no seminário de Vic em 1829 e foi ordenado sacerdote em 13 de junho de 1835.
O desejo de ser missionário o levou a Roma, onde se apresentou à Propaganda Fide e entrou no noviciado jesuíta. A saúde não resistiu, e o superior geral dos jesuítas, segundo os Claretianos, o aconselhou a voltar para a Espanha. De volta, percorreu a pé a Catalunha pregando missões; em 1848 foi às Ilhas Canárias, onde a Enciclopédia registra quinze meses de retiros. O povo o chamava de “El Padrito”, apelido que os Claretianos conservam.
A mesma preocupação de chegar a todos aparece nos livros. Em 1848 ele fundou em Barcelona a Livraria Religiosa, que, segundo a Enciclopédia Católica, pôs em circulação vários milhões de exemplares baratos de obras católicas. A Enciclopédia lista mais de cento e trinta títulos de sua autoria, entre eles um catecismo ilustrado, sermões para missões e uma autobiografia. Para Claret, a pregação e a imprensa eram duas formas do mesmo serviço: levar a Palavra a quem não a ouvia.
As fontes não mostram uma vida de vitórias tranquilas. Como confessor da rainha, Claret foi alvo de calúnias na corte; os Claretianos citam uma frase sua dizendo que, embora tivesse agido sempre com cautela, não escapou das más línguas. Depois da revolução de 1868 viveu exilado e doente. O que as fontes deixam é o retrato de um homem que trabalhou sem descanso, suportou a perseguição e morreu num mosteiro, longe da corte e de Cuba.
02
Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- 23 dez. 1807
Nascimento
Nasce em Sallent, na Catalunha, em família ligada à tecelagem.
- 13 jun. 1835
Ordenação sacerdotal
É ordenado sacerdote depois de estudar no seminário de Vic, onde entrara em 1829.
- 16 jul. 1849
Fundação
Funda, em Vic, a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, os Claretianos.
- 6 out. 1850
Sagração episcopal
Segundo os Claretianos, é consagrado arcebispo de Santiago de Cuba; a Enciclopédia Católica situa a nomeação em 1851.
- 1 fev. 1856
Atentado em Holguín
Sofre um ataque a faca que quase lhe custa a vida.
- fev. 1857
Corte de Madri
A rainha Isabel II o chama de volta à Espanha e o faz seu confessor.
- 24 out. 1870
Morte
Morre na abadia cisterciense de Fontfroide, perto de Narbona, na França.
- 7 mai. 1950
Canonização
Pio XII o canoniza, depois da beatificação por Pio XI, em 25 de fevereiro de 1934.
03
Fundador e missionário
Os Claretianos
Em 16 de julho de 1849, numa cela do seminário de Vic, Claret reuniu cinco sacerdotes e fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. Segundo o Vatican News, a congregação está hoje presente em 65 países. Em 27 de agosto de 1855, já em Cuba, ele ajudou Madre Antônia Paris a fundar o ramo feminino, segundo os Claretianos.
Cuba
As fontes divergem quanto ao ano. Os Claretianos dão a sagração episcopal em 6 de outubro de 1850; a Enciclopédia Católica dá 1851 para a nomeação. Todas concordam que ele governou a arquidiocese de Santiago de Cuba até 1857 e a percorreu três vezes em visita pastoral. A Enciclopédia lembra que ele reformou o seminário, fundou um hospital e muitas escolas e regularizou mais de nove mil casamentos em dois anos. Os Claretianos acrescentam que combateu a escravidão e promoveu iniciativas educativas e sociais.
O atentado de Holguín
Em 1º de fevereiro de 1856, em Holguín, um homem o atacou com uma faca. A Enciclopédia Católica diz que o golpe lhe cortou o rosto da orelha ao queixo e afirma que houve quinze atentados contra a vida dele; os Claretianos falam de um atentado que quase lhe custou a vida e o descrevem como derramamento de sangue por Cristo. As fontes consultadas não indicam que a Igreja tenha tratado o caso como martírio: Claret foi canonizado como confessor.
04
Corte, exílio e morte
Confessor da rainha
Em fevereiro de 1857, Isabel II o chamou de volta à Espanha e o fez seu confessor. Claret renunciou à arquidiocese de Cuba e recebeu o título de arcebispo de Trajanópolis. A Enciclopédia Católica diz que ele passou nove anos como reitor do mosteiro do Escorial, onde criou um laboratório, um museu de história natural, uma biblioteca, um colégio e escolas de música e línguas.
Vaticano I e Fontfroide
A revolução de 1868 o obrigou a deixar a Espanha. Em 1869 foi a Roma preparar o Concílio Vaticano I; os Claretianos dizem que ele interveio com ardor em favor da infalibilidade papal. Doente, retirou-se para a França e acabou no mosteiro de Fontfroide, onde morreu em 24 de outubro de 1870, aos 62 anos. Os restos foram levados a Vic em 1897; a Enciclopédia Católica registra que o coração foi encontrado incorrupto nessa ocasião.
Reconhecimento pela Igreja
Leão XIII o declarou venerável em 1899, segundo a Enciclopédia Católica. Pio XI o beatificou em 25 de fevereiro de 1934, e Pio XII o canonizou em 7 de maio de 1950, datas que os Claretianos registram. O Calendário Romano o celebra em 24 de outubro, dia da morte.
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