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Santos e beatos

Biografias escritas pelo Vigília da Fé e conferidas em fontes institucionais.

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Arte do Santo do dia, com cruz dourada sobre fundo azul

Festa: 25 de outubro

Santos Crispim e Crispiniano

Mártires e padroeiros dos sapateiros • século III

Crispim e Crispiniano são venerados como mártires de Soissons, na Gália belga, no tempo do imperador Diocleciano. A tradição conta que eram sapateiros e anunciavam o Evangelho. O Vatican News e a Enciclopédia Católica situam o martírio em 285, sob o imperador Maximiano (a Enciclopédia diz 285 ou 286). Os pormenores da paixão vêm de um relato que a própria Enciclopédia considera de pouco valor histórico.

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O caminho de santificação

O Vatican News resume o que há de mais seguro: os dois viviam em Soissons, trabalhavam como sapateiros e, além do ofício, dedicavam-se a espalhar a fé cristã. O Martirológio Romano da CEI os recorda com uma frase breve, como mártires de Soissons, na Gália belga, hoje França.

Segundo a lenda que a Enciclopédia Católica resume, eles seguiam o exemplo de São Paulo, que trabalhava com as próprias mãos, e ganhavam o bastante para se sustentar e ajudar os pobres. Diante do imperador Maximiano, teriam respondido que Cristo é a sua vida e a morte, o seu ganho. A resposta ecoa a Carta aos Filipenses, mas as fontes consultadas não permitem afirmar que tenha sido pronunciada assim.

A memória deles é a de cristãos comuns, que viviam de um ofício. A trama de torturas e milagres que a tradição acrescentou não é o ponto central: o que a Igreja guarda é que dois trabalhadores de Soissons preferiram a fidelidade a Cristo à própria vida.

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Vida e reconhecimento, em ordem cronológica

  1. séc. III

    Soissons

    Segundo a tradição, Crispim e Crispiniano trabalham como sapateiros em Soissons e anunciam o Evangelho.

  2. 285 ou 286

    Martírio

    São presos e mortos na perseguição de Maximiano, que Diocleciano fizera co-imperador; o Vatican News dá 285, e a Enciclopédia Católica, 285 ou 286.

  3. séc. VI

    Basílica de Soissons

    Ergue-se em Soissons uma basílica sobre os sepulcros dos mártires, segundo a Enciclopédia Católica.

  4. culto

    Relíquias

    Segundo a Enciclopédia Católica, parte das relíquias vai para a igreja de São Lourenço in Panisperna, em Roma, e parte para a catedral de Osnabrück.

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O que a tradição conta

A narrativa abaixo vem de uma paixão tardia. A Enciclopédia Católica a considera cheia de pormenores de pouca probabilidade e de valor histórico duvidoso.

Missionários e sapateiros

Segundo a tradição, Crispim e Crispiniano eram romanos de família distinta que foram como missionários para a Gália e escolheram Soissons como campo de trabalho. Seguindo São Paulo, ganhavam a vida como sapateiros e ainda sobrava para os pobres. A tradição os faz irmãos, mas a Enciclopédia Católica adverte que esse parentesco não foi provado.

Diante de Maximiano

Levados diante do imperador Maximiano Hércules, a quem Diocleciano fizera co-imperador, enfrentaram promessas e ameaças. O imperador os entregou ao governador Rictiovaro, descrito como perseguidor cruel. A paixão enumera os suplícios: foram esticados no cavalete, tiveram tiras de pele cortadas e lhes enfiaram sovelas sob as unhas. Amarrados a mós e lançados ao rio Aisne, teriam chegado à outra margem; no fogo, ficaram ilesos. Por fim Maximiano mandou decapitá-los.

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Culto, relíquias e patronato

Soissons, Roma e Osnabrück

A Enciclopédia Católica registra que no século VI se construiu em Soissons uma basílica sobre os sepulcros dos mártires, e que o ourives Santo Elói fez um relicário caro para a cabeça de Crispiniano. Parte das relíquias foi levada para Roma e colocada na igreja de São Lourenço in Panisperna. Carlos Magno deu outras à catedral de Osnabrück, que ele fundou e dedicou aos dois.

Padroeiros dos sapateiros

Crispim e Crispiniano são padroeiros dos sapateiros, seleiros e curtidores. O Vatican News nota que eles uniram o ofício e a evangelização, e o Martirológio da CEI os lembra apenas como mártires de Soissons. A ligação com o ofício de sapateiro vem da tradição que a Enciclopédia resume, e as fontes consultadas não trazem documento antigo que a comprove. A festa litúrgica é celebrada em 25 de outubro.

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O que as fontes deixam incerto

Parentesco, data e lenda

Não está provado que fossem irmãos, embora a tradição o afirme. A data do martírio varia entre 285 e 286. A Enciclopédia Católica observa que a paixão fala de uma grande igreja construída sobre os túmulos, o que indica que ela só pode ter surgido numa época posterior. A Enciclopédia ainda comenta que o relato parece compilado de fontes fabulosas, com pormenores de pouca probabilidade e sem valor histórico. Os Bolandistas incluíram o relato em sua grande coleção, e vários breviários repetem a história, mas isso não prova que os episódios aconteceram.

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Fontes consultadas

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