
Festa: 24 de novembro
Santo André Dung-Lac e companheiros
Mártires do Vietnã • 1745–1862
A Igreja celebra 117 mártires mortos no Vietnã entre 1745 e 1862: bispos, padres, catequistas, religiosos e leigos, vietnamitas, espanhóis e franceses. André Dung-Lac, sacerdote vietnamita, foi decapitado em Hanói em 21 de dezembro de 1839. Muitos sofreram torturas por não renegarem a fé, e eles representam uma multidão bem maior de cristãos que morreram pelo mesmo motivo.
01
O caminho de santificação
Os mártires vietnamitas mostram uma Igreja jovem e corajosa, que permaneceu fiel mesmo em longos períodos de perseguição.
Entre eles estão pais de família, catequistas e médicos: a santidade alcança todas as vocações.
A história de André começa longe da fé: ele nasceu numa família pobre que seguia a religião tradicional do país. Aos doze anos, foi com a família para Hanói em busca de trabalho e ali conheceu um catequista cristão, que o acolheu e o instruiu. Foi a hospitalidade de um leigo que abriu caminho para o futuro sacerdote e mártir. Isso diz muito sobre a missão da Igreja: muitas vezes a fé chega por meio de alguém que ensina e acolhe, sem esperar nada em troca.
02
Vida e reconhecimento, em ordem cronológica
- c. 1795
Nascimento
André nasce no norte do Vietnã, com o nome de Dung An-Tran, numa família pobre que seguia a religião tradicional.
- c. 1807
Hanói e o catequista
Aos doze anos, vai com a família para Hanói em busca de trabalho. Ali um catequista cristão o acolhe e o instrui, e ele é batizado com o nome de André.
- 1823
Ordenação
É ordenado padre.
- 1832
Perseguição
O imperador Minh Mang proíbe os missionários estrangeiros e manda os cristãos pisarem em um crucifixo. Muitos recusam.
- 1835
Primeira prisão
André é preso e resgatado pelos paroquianos. Passa a usar o sobrenome Lac e muda de região, mas a perseguição o alcança.
- 1839
Nova prisão
É preso com o padre Pedro Thi, a quem fora visitar para se confessar. Os dois são resgatados, presos de novo e torturados.
- 21 dez. 1839
Martírio de André
André e Pedro são decapitados em Hanói.
- 19 jun. 1988
Canonização
São João Paulo II canoniza os 117 mártires.
03
A perseguição no Vietnã
A Igreja vietnamita passou por mais de um século de perseguições, com ondas mais ou menos violentas.
A ordem do imperador
Em 1832, o imperador Minh Mang proibiu os missionários estrangeiros e mandou que os cristãos pisassem em crucifixos. Muitos se recusaram.
Como os fiéis resistiram
Os cristãos escondiam os padres em cavernas e em casas, arriscando a própria vida. As punições eram cruéis: alguns foram decapitados, sufocados ou esfolados vivos, e padres foram pendurados em gaiolas em praças públicas. Os cristãos eram marcados no rosto com as palavras 'ta dao', falsa religião, e vilarejos cristãos foram destruídos.
Quantos morreram
As estimativas do número total de mártires vão de 100 mil a 300 mil, segundo o Vatican News. Os 117 canonizados representam essa multidão, na maioria anônima.
Uma Igreja que criou raízes
Apesar de tudo, a Igreja se firmou no país: no fim do século XX, os católicos eram cerca de 10% da população vietnamita.
04
Os 117 mártires
Quem eram
Segundo o Vatican News, eram 96 vietnamitas e 21 missionários espanhóis ou franceses: bispos, padres e muitos leigos, entre eles uma mãe de seis filhos e uma criança de nove anos.
19 jun. 1988
A canonização
São João Paulo II canonizou os 117 mártires juntos. De acordo com o Vatican News, o governo do Vietnã não permitiu a presença de nenhum representante do país na cerimônia, e cerca de 8 mil católicos vietnamitas da diáspora compareceram.
A festa
A festa do grupo é celebrada em 24 de novembro, no Calendário Romano Geral. Os católicos vietnamitas os veneram como pais na fé.
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